A mordaça do Ibama

Depois de proibir servidores de fazer palestra e conceder entrevista, o presidente do Ibama volta a aplicar mordaça. Dessa vez ele vetou, em portaria, os fiscais de embargarem obras. A decisão foi motivada pelo embargo, por equipe da superintendência do instituto em São Paulo, do Porto de Santos, no dia 8 de julho. Em época de campanha, seria possível entender a atitude, mesmo que contrarie a Lei de Crimes Ambientais, como uma estratégia do Ibama para impedir o uso da máquina em favor desse ou daquele candidato. Isso, claro, não houvesse candidato apoiado pelo governo. Essa não é a primeira vez que a presidência do Ibama persegue servidores que atuam nos portos. Dia 4 de maio, portaria exonerou (veja abaixo), a uma só canetada, os chefes da fiscalização e do setor jurídico da superintendência do instituto em Pernambuco. No dia 10 de abril, o chefe da fiscalização havia sobrevoado, no helicóptero do Ibama, o Porto de Suape. No dia 15, por terra, autuou o porto em R$ 1,8 milhão. Os dois tinham posicionamento desfavorável à anuência, pelo instituto, de desmatamento de mangue, restinga e mata atlântica em Suape, autorizado pelo governo do Estado, sem que fosse exigido da empresa o cumprimento do passivo ambiental, isto é, das pendências em relação a autuações, multas e compensações por danos ambientais causados por supressões anteriores de vegetação nativa. Clique em FULL para visualizar a tela inteira e ESC para retornar. Exoneração

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