TJ mantém condenação à prisão de segurança por morte de pitbull

RIBEIRÃO PRETO - O segurança Mario Marcelo Silvério, de 38 anos, foi condenado a dois anos de prisão, em regime aberto, pela Justiça de Ribeirão Preto (SP), por matar um cão da raça pitbull em 2009. Ele recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo e a pena foi mantida recentemente. O TJ só diminuiu a multa que ele terá que pagar, de dois para um salário mínimo. Ainda cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, mas o advogado de Silvério disse que vai esperar a publicação do acórdão do TJ, que foi unânime na manutenção da condenação, para analisar com seu cliente uma possível apelação em esfera superior. Se a condenação for mantida, Silvério ainda terá que arcar com as despesas das custas processuais, no valor de 100 Ufesps. Silvério contou que, quando abriu o portão eletrônico numa manhã viu, de dentro de seu carro, um pitbull invadir o quintal e atacar seu pinscher. A mulher do segurança, que se recuperava de uma cirurgia, correu para dentro de casa. Silvério ainda foi mordido na perna esquerda. Dei uma paulada no cão, mas ele nem sentiu. Então, como último recurso, ele entrou em casa, carregou uma carabina calibre 22 (espingarda esportiva, registrada) com um projétil e disparou contra o pitbull. O cão saiu e morreu na rua, um pouco além de sua casa, no Jardim Jóquei Clube. Nem sei onde o tiro pegou. Silvério informou que o cão vivia na rua, sem dono. O dono do cachorro não apareceu até hoje, comentou o segurança, que, naquele dia, saiu para registrar o boletim de ocorrência no 2 Distrito Policial (DP). Porém, vizinhos teriam acionado a Polícia Militar, que entrou em sua casa e apreendeu a arma. O segurança afirmou que atirou no animal dentro de seu quintal, mas a versão da PM era de que tinha atirado na rua. Por isso, ele foi indiciado no artigo da lei que determina pena de dois a quatro anos de reclusão e multa a pessoas que efetuarem disparos de arma de fogo em rua ou local habitado. O réu considerou a pena injusta, pois gosta de animais. Não gosto de ver maus-tratos, mas não tive alternativa naquele caso Texto: Brás Henrique, Agência Estado.

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